Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

NASA volta ao espaço

Vaivém Discovery deverá ser lançado em Março

 

Após quatro adiamentos desde 12 de Fevereiro, a NASA espera poder lançar o vaivém Discovery para a Estação Espacial Internacional (ISS) a 12 de Março, indicou a agência norte-americana, noticia a Lusa.

Uma data precisa para o lançamento será escolhida pelos responsáveis do programa em função do avanço dos trabalhos, dos testes e análises em curso nas três válvulas que controlam a onda de hidrogénio gasosa entre os três motores criogénicos do vaivém e o tanque externo, precisou o comunicado da NASA.

Durante o último lançamento do vaivém Endeavour, em Novembro, uma das três válvulas sofreu uma fissura sem colocar em perigo a tripulação.

Mas a NASA quer estar segura de que o incidente não tenha consequências potencialmente catastróficas se por acaso voltar a acontecer.

A agência espacial quer ter confiança de que estas válvulas vão funcionar perfeitamente durante os oito minutos e metade da ascensão do vaivém para atingir a órbita terrestre.

Os engenheiros no Centro espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral, começaram a retirar as três válvulas do Discovery para as substituir por válvulas utilizadas menos frequentemente.

Os responsáveis da missão vão reunir-se novamente a 4 de Março para passar em revista os novos dados e avaliar os trabalhos em curso, precisa o comunicado.

Nessa altura vão decidir se vão realizar ou não uma reunião a 6 de Março para determinar se o vaivém está pronto para ser lançado.

Se razões técnicas ou o mau tempo impedirem um lançamento a 12 ou 13 de Março, a NASA pode ainda decidir lançar o vaivém a 14 ou 15 de Março, mas reduzindo a duração da missão para não impedir a chegada à ISS de um Soyouz da agência espacial russa, revelou um porta-voz da agência.

Depois destas datas, a NASA deverá esperar até 7 de Abril para lançar o Discovery, altura em que o Soyouz já terá deixado a ISS.

Se o lançamento do Discovery for adiado para Abril, a NASA deve então atrasar um mês o voo do próximo vaivém previsto para Maio para a última missão de reparação do telescópio espacial Hubble.

Transporte de antenas

O Discovery e a sua tripulação de sete astronautas, um dos quais japonês, deve durante esta missão de 14 dias entregar o quarto e último par de antenas solares da ISS.

Estas duplas antenas são necessárias para que a ISS produza suficiente electricidade, indispensável para efectuar todas as experiências científicas dos laboratórios europeus e japoneses entregues em 2008, assim como para responder às necessidades de uma tripulação permanente que deve passar de três para seis pessoas em Maio.

Este será o primeiro lançamento de um vaivém espacial em 2009.

No total, estão ainda previstos nove voos de vaivém para terminar a construção da ISS, um projecto de cem mil milhões de dólares, no qual participam 16 países, e efectuar a última missão de manutenção do Hubble.

Os três vaivéns da frota deverão ser desactivados a 30 de Setembro de 2010.

 

in: iol Diário 26-02


publicado por FQ às 13:55
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Cientista cria automóvel que anda sozinho

Investigador da Universidade de Coimbra, Jackson Mutsuura, venceu prémio da Microsoft com o seu automóvel virtual

 

A Microsoft e a KIA juntaram-se e convidaram cientistas de todo o mundo com o objectivo de criarem um veículo autónomo para andar nas estradas. Jackson Matsuura, cientista da Universidade de Coimbra, ficou em primeiro lugar, a nível mundial, afirmou o próprio ao Portugal Diário.

O seu automóvel foi concebido em apenas 3 dias e tem a capacidade de substituir um condutor humano. Segundo o cientista, a «experiência na robótica» e «a ajuda dos colegas» do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, «foi o que levou a que isto se proporcionasse».

«O gosto pela robótica» e o facto de «já ter participado num concurso semelhante, no ano passado e tendo ficado em 2º lugar» fez com que Matsuura tivesse vontade de participar nesta competição, conhecida por KIA Urban Challenge, contou ainda ao Portugal Diário.

Por enquanto, o automóvel ainda é só virtual, mas pretende-se que passe ao mundo real. Em conversa com o Jornal, o Investigador brasileiro disse que isso, «depende da indústria dos automóveis», pois ainda há aspectos a serem estudados, entre eles «a segurança do automóvel» que circula sozinho.

 

in: iol diário


publicado por FQ às 22:01
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Milhares de cometas escuros podem colidir com a Terra

Cometas que perdem matéria luminosa não são visíveis através do telescópio

 

Milhares de cometas que circulam no sistema solar podem ser um perigo para a Terra por serem indetectáveis, o que dificulta a antecipação de um eventual impacto, alertaram quarta-feira vários astrónomos britânicos, citados pela Lusa.

São cerca de três mil os cometas que circulam no sistema solar e apenas 25 podem ser avistados a partir da Terra, lê-se no artigo da revista «New Scientist», assinado por Bill Napier, da Universidade de Cardiff, e por David Asher, astrónomo do Observatório da Irlanda do Norte.

«Devemos alertar para o perigo invisível mas significativo que são os cometas escuros», dizem os astrónomos, explicando que um cometa fica escuro quando perde a cola brilhante.

Desprovido desta substância, «o trajecto de um cometa que esteja em rota de colisão com o planeta Terra pode passar despercebido ao telescópio», afirmam Napier e Asher.

Nos últimos séculos, o cometa de que há registo de ter passado mais próximo da Terra foi o IRAS-Araki-Alcock, que esteve a cinco milhões de quilómetros da superfície terrestre e que tinha apenas um por cento de matéria luminosa.

 

 

in: iol diário 12-02


publicado por FQ às 21:59
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Astronomia: «E agora eu sou Galileu»

Programa distribui telescópios ao público de norte a sul do país para recriar observações

 

 

O programa «E agora eu sou Galileu» vai distribuir telescópios ao público de norte a sul do país, sexta-feira e sábado, para recriar as primeiras observações do astrónomo Galileu, ocorridas há 400 anos, refere a Lusa.

No âmbito do Ano Internacional de Astronomia, «a iniciativa visa sensibilizar para o impacto que essas observações tiveram para a ciência» e é destinada ao público em geral.

«Pedimos a todas as pessoas que têm um telescópio que apoiem a iniciativa, promovendo uma sessão de observação na sua localidade», explica a organização do «E Agora eu sou Galileu», num comunicado.

Passando por Lisboa, Porto, São Pedro do Estoril, Funchal, Bragança, Braga, Espinho, Coimbra, Constância e Aveiro, vão ser muitos os sítios onde os telescópios, com acesso gratuito, vão estar disponíveis.

Em cada aparelho, o público vai poder espreitar por uma luneta e, guiado por um caderno informativo especialmente criado para as observações, reviver os passos daquele que foi um dos mais famosos astrónomos.

Para José Afonso, do Observatório de Astronomia de Lisboa, esta iniciativa é importante porque «é preciso informar e ensinar todos os públicos, jovens e adultos, e ajudá-los a interpretar as observações de Galileu à luz do que ele sabia e à luz do que se sabe hoje».

«E agora eu sou Galileu» vai ser organizado por sessões e cada uma terá um tema, como as fases de Vénus, as luas de Júpiter, os anéis de Saturno, a topologia da Lua ou as manchas solares.

O programa vai prolongar-se até ao fim do ano, sendo que já foram escolhidas 14 datas em que o público poderá participar na iniciativa e aprender mais sobre o Universo.

O Ano Internacional de Astronomia é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, o Ciência Viva e a European Astronomical Society (EAS).

in: iol diário


publicado por FQ às 21:57
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Asteróide pode chocar com Marte

Caso aconteça provocará cratera com um quilómetro de diâmetro

 

Um asteróide pode chocar com o planeta Marte no dia 30 de Janeiro. O corpo celeste desloca-se a 48 mil quilómetros por hora e, caso o embate aconteça, pode originar uma cratera com um quilómetro de diâmetro. Os cientistas estão de olhos postos no planeta vermelho, na expectativa desta possibilidade se concretizar.

O trajecto deste objecto com 50 metro de diâmetro, que foi descoberto em Novembro e chamado 2007-WD5, tem sido acompanhado com interesse. De acordo com os últimos cálculos, a probabilidade de um choque com Marte é de 3,6 por cento. Apesar de ser aparentemente baixa é suficiente para as atenções dos astrónomos se concentrarem nela.

Os três satélites que orbitam em torno do planeta e os dois robots serão auxiliares preciosos para registar o momento do embate, caso este aconteça.

«Um impacto que pudéssemos presenciar e seguir com o Mars Reconnaissance Orbiter [satélite dos EUA em Marte] seria realmente espectacular e poderia dizer-nos muito do subsolo oculto de Marte, inclusive podia ajudar-nos a encontrar rastos de vida ou de moléculas relacionadas com a vida», disse o cientista da NASA John Rummel, citado pelo jornal espanhol

El País

 

in: iol diário


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Lua nasceu 62 milhões de anos após sistema solar

A separação da Terra e do seu satélite se produziu entre 52 milhões e 152 milhões de anos após a formação do sistema solar

 

O nascimento da Lua deverá ter ocorrido 62 milhões de anos após o início da formação do sistema solar, segundo um estudo publicado pela revista britânica Nature, escreve a Lusa.

Uma equipa da universidade técnica de Zurique, na Suíça, e do Instituto de Mineralogia de Colónia, na Alemanha, efectuou medições de isótopos de tungsténio que permitiram determinar que a separação da Terra e do seu satélite se produziu entre 52 milhões e 152 milhões de anos após a formação do sistema solar, com uma probabilidade máxima de 62 milhões de anos.

Os investigadores constaram também que a proporção de dois isótopos de tungsténio era a mesma nos mantos terrestre e lunar.

A similitude entre a matéria à superfície da Terra e a da Lua tinha já sido posta em evidência pelas missões habitadas americanas Apollo.

Segundo uma teoria habitualmente aceite, a Lua ter-se-ia formado após uma colisão entre a Terra e um corpo celeste do tamanho do planeta Marte.


publicado por FQ às 21:49
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NASA: há líquido num lago da lua Titã

É o único corpo do nosso sistema, além da Terra, onde foi detectado líquido à superfície

Pelo menos um dos grandes lagos de Titã, uma lua de Saturno, contém hidrocarbonetos no estado líquido, segundo observações feitas pela nave internacional Cassini, informou esta quinta-feira a NASA.

«Os cientistas identificaram positivamente a presença de etano», lê-se num comunicado do Laboratório de Propulsão por Jacto (JPL) da agência norte-americana para a aeronáutica e o espaço (NASA), que gere a missão Cassini de exploração de Saturno, os seus anéis e luas.

«Isso torna Titã o único corpo do nosso sistema, além da Terra, onde foi detectado líquido à superfície», acrescenta o JPL, responsável pela análise dos dados da Cassini, que já efectuou mais de 40 passagens sobre Titã, o gigantesco satélite de Saturno.

Os cientistas teorizaram que Titã estaria coberto por oceanos de metano, etano e outros hidrocarbonetos, mas a nave Cassini observou centenas de depressões escuras com o aspecto de lagos sem que até se soubesse se essas formações eram líquidas ou constituídas por material sólido escuro, segundo a NASA.

«Esta é a primeira observação que confirma a existência em Titã de um lago superficial com líquido», disse Bob Brown, da Universidade do Arizona, que chefia a equipa técnica responsável pelos instrumentos de observação e de cartografia da Cassini.

O lago observado, a que foi dado o nome de Ontario Lacus, fica na região polar do sul e mede cerca de 20.200 quilómetros quadrados, um pouco mais do que o lago Ontário, situado entre os Estados Unidos e o Canadá.

O etano encontra-se no estado líquido devido às baixas temperaturas existentes na superfície de Titã, da ordem dos 184 graus Celsius negativos.

Além disso, «Titã apresenta provas muito numerosas de evaporação, chuva e de sulcos cavados por fluidos que desembocam, neste caso, num lago de hidrocarbonetos», segundo a NASA.

Estes resultados serão esta quinta-feira publicados pela revista científica britânica Nature.

Lançada em 1997, Cassini chegou a Saturno em meados de 2004 depois de uma viagem de sete anos e 3,5 mil milhões de quilómetros, tendo lançado no final desse ano uma sonda, Huygens, que desceu em pára-quedas na superfície de Titã em Janeiro do ano seguinte.

Esta missão é um projecto conjunto da NASA e das agências espaciais europeia e italiana.

 

in: iol diário


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Nebulosa Helix


publicado por FQ às 21:41
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Imagens da Galáxia NGC 1512


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Estrelas em formação


publicado por FQ às 21:37
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Imagens retiradas pelo Hubble a 170 mil anos luz


publicado por FQ às 21:35
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Hubble encontra «monstro magnético»

 

 

Descoberta a peça-chave para entender como um buraco negro afecta tudo que está ao seu redor

Um «monstro magnético» que assombrava astrónomos há anos acaba de ter a sua existência explicada através de imagens do Telescópio Espacial Hubble. O trabalho divulgado resolve o mistério que envolvia os muitos tentáculos coloridos vistos à volta da NGC 1275, uma gigantesca galáxia elíptica relativamente próxima, em termos astronómicos, da nossa Via Láctea, informa a NASA.

Os filamentos coloridos de gás surgem quando a actividade energética perto do buraco negro, localizado no centro galáctico, «sopra» bolhas de material cósmico para a área ao redor da galáxia. Esta é a única manifestação visual que sai de uma complexa relação entre o buraco negro e o gás do aglomerado de galáxias. E uma peça-chave para entender como um buraco negro afecta tudo que está ao seu redor.

As primeiras imagens das faixas de gás que formam os filamentos foram obtidas pela equipa liderada por Andy Fabian, da Universidade de Cambridge, com a ajuda do Hubble. Em apenas uma das imagens é possível verificar que as faixas têm um milhão de vezes mais massa que o Sol e, embora tenham apenas cerca de 200 anos-luz de largura, podem estender-se por até 20 mil anos-luz de comprimento.

Antes das imagens, os cientistas tinham dificuldade de entender como estruturas tão delicadas conseguiam sobreviver num ambiente tão hostil por mais de 100 milhões de anos. O mais lógico seria que as delicadas estruturas tivessem aquecido e evaporado ou então colapsado, transformando-se em estrelas.

Agora, a equipa de Fabian afirma, na edição desta semana da revista científica britânica «Nature», quais são os campos magnéticos que mantêm o gás no lugar e servem como protecção para evitar um colapso.

 

 

in: iol diário


publicado por FQ às 21:28
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Chuva de detritos espaciais no Texas

Satélites chocam em órbita

Dois satélites de comunicações colidiram em órbita, anunciou a NASA esta quarta-feira. Este foi o primeiro embate de dois aparelhos no espaço. A colisão ocorreu ontem a 500 quilómetros da Sibéria.

A colisão produziu uma nuvem massiva de destroços, mas a verdadeira dimensão do acidente só será conhecida daqui a uma semana, disse o porta-voz da NASA, Kelly Humphries.
O risco de colisão com a estação espacial internacional é baixo, uma vez que a colisão ocorreu acima da órbita da estação.

O choque envolveu um satélite comercial Iridium que foi lançado em 1997 e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional. Cada um pesava cerca de 450 quilos.

Segundo a NASA, já existiram outros casos de colisão no espaço, mas apenas de pequenas partes de satélites.

Relatos apontam para uma bola de fogo. Em causa a colisão de dois satélites

Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) recebeu inúmeros relatos de queda de detritos no estado do Texas, o que poderá estar relacionado com uma recente colisão de satélites, noticia a AFP.

Algumas das chamadas ocorridas este domingo pela manhã relataram o que parecia ser uma bola de fogo a cair do céu.

O porta-voz da FAA, Roland Herwig, disse que há suspeitas que os detritos possam estar relacionados com a colisão, mas ainda não há confirmação oficial.

A FAA notificou os pilotos, este sábado, para estarem conscientes das possíveis quedas de detritos após uma colisão entre um satélite russo e um americano. O chefe de Missão da Rússia já afirmou que a nuvem de detritos da colisão vai em direcção à Terra e ameaça ainda outros satélites.

 

 

Colisão entre satélites põe em perigo outras naves

A colisão entre dois satélites acelerou a rota dos detritos espaciais e pode ameaçar outras naves espaciais sem tripulação, afirmaram quinta-feira as autoridades russas, citadas pela Lusa.

A colisão, que ocorreu terça-feira a cerca de 800 quilómetros da Sibéria, envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional, ambos com cerca de 40 quilos.

Os norte-americanos negaram qualquer responsabilidade na colisão e os «detritos já estão em órbita, a uma distância de 500 a 1.300 quilómetros da Terra», disse Alexander Yakushin, chefe da Base Militar das Forças Espaciais russas.

Igor Lisov, um especialista especial, afirmou não compreender como é que os EUA não conseguiram prevenir a colisão, uma vez que o Iridium estava «activo e a sua rota podia ter sido ajustada».

Este foi o primeiro embate de dois aparelhos intactos no espaço, embora já se tenham registado outros casos de colisão no espaço, mas apenas de

 

 

in: iol diário

 


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Veja o «Olho de Deus»

Telescópio captou imagens da espiral de gás e pó na constelação de Aquário

Um telescópio gigante do observatório de La Silla, Chile, conseguiu captar novas imagens do «Olho de Deus». A espiral de gás e pó resultantes da explosão de uma estrela, tem realmente a forma de um olho, é tão grande que demoraria dois anos e meio a atravessar de um lado ao outro.

Situada na constelação de Aquário, a 700 anos-luz da terra, pode ser vista da Terra até através de telescópios amadores.

Um equipamento topo de gama conseguiu estas imagens tão detalhadas, que permitem ver galáxias distantes no centro do olho.

 

 

in: IOL diário


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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

NASA escolheu lua Europa para procurar formas de vida no sistema solar

24.02.2009 - 20h57 Lusa, Joel Achenbach

Europa versus Titã. São duas luas do sistema solar exterior, ambas rodando em torno de gigantes gasosos, mas diferentes uma da outra quanto é possível duas coisas serem diferentes entre si. Uma está na órbita de Júpiter e tem uma crosta de gelo indicando a presença a grande profundidade de um oceano submarino. A outra está na órbita de Saturno e tem uma atmosfera espessa, um clima tempestuoso, lagos de hidrocarbonetos líquidos, chuvas de metano e dunas de material orgânico da cor de uma plantação de café.

Ambas foram celebradas pelo cinema e pela literatura de ficção científica: Europa tem um papel chave no filme 2010, a sequela menor do clássico "2001: Uma Odisseia no Espaço"; Titã aparece em "As Sereias de Titã" como o lar de um viajante do planeta Tralfamadore perdido no espaço.

Na vida real, ambas são objectivos primários na busca pela existência de vida para lá da Terra. O problema é que não é simples nem barato enviar uma sonda para esses mundos distantes. A agência espacial norte-americana, a NASA, tem enfrentado uma perplexidade burocrática: qual das duas luas devia ser explorada em primeiro lugar?

Há muitos meses e anos que dois campos científicos refinam as respectivas propostas, cada um deles na expectativa de que a sua lua venha a se sancionada oficialmente como a próxima missão de bandeira da NASA no sistema solar exterior. Na semana passada, a resposta finalmente chegou: Europa e consequentemente todo o sistema de Júpiter serão os primeiros.

2020 e 2025

A missão ainda se encontra numa fase muito preliminar. Não haverá qualquer lançamento até 2020 e uma sonda só chegará ao sistema de Júpiter em 2025. A NASA apressou-se em dizer que isto não significava um retrocesso relativamente a Titã e ao sistema de Saturno, que continuarão a ter prioridade alta na lista das missões futuras, mas Europa era agora uma missão tecnicamente mais fácil. A NASA vai estar associada à Agência Espacial Europeia (ESA), que nessa altura terá uma sonda sua focada noutra lua de Júpiter, Ganimedes.

Europa foi a escolha certa? Depende do que se quiser procurar

Sondas não tripuladas no passado – em particular a Pioneer, a Voyager, a Galileo e a Cassini, ao longo das quatro últimas décadas – trouxeram-nos uma visão mais próxima do sistema solar exterior, cada nova e deslumbrante imagem levando a que ainda mais questões fossem colocadas relativamente a esses mundos exóticos. Mas quatro séculos após Galileu ter visto pela primeira vez as luas de Júpiter, estas só foram sobrevoadas por missões de passagem. O mesmo acontece em relação às luas de Saturno. O próximo passo é estacionar uma nave na órbita de uma destas luas e analisá-la com todos os instrumentos possíveis.

É mais provável que Europa tenha vida como a conhecemos, mas é possível que Titã tenha processos químicos exóticos que representam a vida em formas que desconhecemos.

“Será que a vida precisa de água em estado líquido ou poderão outros líquidos servir de hóspedes, se não para a vida como a conhecemos para algum tipo de organização química?”, interroga Jonathan Lunine, um astrofísico da Universidade do Arizona e um dos membros da equipa que defende a missão a Titã. “Estaríamos a testar os limites do significado real da palavra 'vida’ no cosmos”. Titã é certamente um mundo mais dinâmico e um viveiro do tipo de moléculas baseadas em carbono que fascinam os cientistas.

Mais rico e mais vasto

“Titã é um objectivo científico mais rico e mais vasto”, diz Ralph Lorenz, da Johns Hopkins University. “É um mundo onde processos que nos são familiares ocorrem em condições muito exóticas... É um laboratório prodigioso para explorarmos a forma como os planetas funcionam.”

Outra lua de Saturno entrou na conversa: Enceladus. A sonda da NASA Cassini, que continua em órbita de Saturno, descobriu que Enceladus tem géisers de água congelada no hemisfério Sul. Os cientistas gostariam de ver isso mais de perto.

Mas Europa tem grandes vantagens comparativamente a Titã. De um ponto de vista burocrático, esta era apenas a vez de Europa. Esta lua deveria ter sido o objectivo de uma missão cancelada há uma década e em 2003 foi considerada principal prioridade num estudo sobre possíveis missões planetárias realizado pela Academia Nacional das Ciências norte-americana. Entretanto, Titã foi estudada recentemente pela Cassini.

Duas naves e um balão

A proposta para Titã era complexa e envolvia uma nave que permaneceria em órbita, outra que se despenharia num lago de hidratos de carbono e um balão que percorreria a atmosfera captando imagens. A proposta para Europa requer apenas uma nave que permanecerá em órbita após fazer uma viagem por algumas das outras luas de Júpiter.

Entretanto, os russos disseram estar interessados em fazer aterrar um veículo espacial em Europa. Mas a NASA rejeitou essa proposta por enquanto, alegando um escasso conhecimento da superfície desta lua.

“Podíamos aterrar em Europa, mas é uma operação de alto risco. O problema é que não temos boas imagens de alta resolução em número suficiente. Não temos uma ideia suficientemente boa de como será a superfície”, disse Karla Clark, a principal analista da missão Europa.

Ficção científica

Reta Beebe, uma astrofísica na Universidade estadual do Novo México, diz que o veículo espacial ideal seria uma espécie de “hopper” [saltitão], concebido para aterrar na superfície e descolar passados poucos instantes, continuando depois a saltitar entre os blocos de gelo e os vales que tornam a superfície desta lua provavelmente impossível de explorar por um “rover” [veículo robotizado como os que foram colocados na superfície de Marte]. “É como se fosse ficção científica”, avisou.

Europa, Ganimedes e Titã têm todas oceanos submarinos, mas os de Europa são os que estão mais próximo da superfície. É pura especulação admitir que alguma coisa possa viver nesses oceanos, mas é conhecido que a vida na Terra resiste nos locais mais improváveis, das fendas hidrotérmicas nas profundezas mais obscuras dos mares ou nos lagos permanentemente cobertos de gelo da Antárctida.

“A vida propriamente dita, a vida mais simples, parece ser muito resistente e muito comum em toda a parte”, diz Beebe. Mas sobre a possibilidade de existir vida em Europa ou nas outras luas do sistema solar exterior acrescenta: “Não vai ser fácil de encontrar. Não espero que esses organismos sejam encontrados durante a minha vida”

in: publico 25-02-2009


publicado por FQ às 09:41
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Satélite caiu pelo nariz

NASA. O 'espião' que os EUA lançaram ao espaço para vigiar as alterações climáticas despenhou- -se ontem nas águas da Antárctida. À saída da atmosfera, o foguetão que o levava abrandou, desviou-se da órbita e caiu na Terra "Daqui a torre de controlo do foguetão Taurus. Foram declarados os procedimentos de contingência. O lançamento desta noite falhou." Pela voz do co- mentador George Diller, o mundo soube ontem de manhã que o satélite da NASA para estudar o aquecimento da Terra não chegou ao espaço.

O Orbiting Carbon Observatory (OCO) descolou num foguetão da base aérea de Vandenber na Califórnia às 9.55 (hora de Lisboa). Mas minutos depois despenhou-se no oceano, ao largo da Antárctida.

Responsáveis da agência espacial americana explicaram que o nariz que servia de escudo ao satélite, durante a passagem pela atmosfera, não se soltou como era esperado. O peso extra desse módulo travou o foguetão, desviou-o da órbita e impediu-o de levar o satélite de 280 milhões de dólares até ao ponto de separação, a mais de 700 quilómetros acima do pólo da Terra.

O lançamento fracassado foi um rude golpe nas aspirações da NASA para estudar o aquecimento global do planeta.

Os cientistas contavam com o OCO para identificar em que regiões da Terra são emitidos os gases com efeitos de estufa e em que quantidade são absorvidos pelas florestas e oceanos terrestres. Esses dados são essenciais para compreender as alterações climáticas do planeta.

John Brunschwyler, da empresa que fabricou o foguetão Taurus, disse que a quebra de energia que ocorreu antes da descolagem não explica o problema com a cobertura.

A NASA já nomeou uma equipa para estudar a origem do problema, que deitou literalmente por terra sete anos de trabalho de centenas de cientistas.

Até que os investigadores cheguem a alguma conclusão satisfatória, a agência espacial americana suspendeu o programa de lançamento do satélite Glory, previsto para Junho. O Glory ia medir o nível de aerossóis na atmosfera da Terra.

Investigadores do clima colocam agora esperanças no satélite japonês, lançado em Janeiro que, tal como o OCO, está a recolher dados sobre gases com efeito de estufa.|

in: DN 25-02-2009


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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Electricidade sem fios: prioridade é carregar telemóveis, electrodomésticos terão de esperar

A transmissão de energia sem contactos já não é uma utopia, mas a sua aplicação à vida quotidiana e ao funcionamento de electrodomésticos sem fios não está no horizonte imediato.

Teoricamente, é admissível todo o tipo de aplicações futuras da transmissão eléctrica sem fios, mas a prioridade está a ser dada ao carregamento remoto de telemóveis e dispositivos electrónicos do mesmo tipo, segundo investigadores contactados pela Lusa.

De acordo com Nuno Borges Carvalho, docente da Universidade de Aveiro (UA) e investigador do Instituto de Telecomunicações, várias empresas "start-up" nos Estados Unidos estão a trabalhar em projectos para carregar telemóveis e acender lâmpadas à distância, sem necessidade de fios, mas não passam de protótipos.

Até no Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da UA há uma tese de mestrado em preparação que projecta acender uma lâmpada de 60 watts a uma distância de dois a três metros. O autor planeia ter em Julho um protótipo demonstrável.

Um dos projectos em estudo nos Estados Unidos visa encastrar antenas nas paredes de uma sala para carregar os telemóveis que se encontram no seu interior, mas um dos problemas que levanta é saber se a frequência necessária é nociva à saúde.

Outra ideia é a criação de pequenas plataformas de formato A4, com bobinas, onde se poderiam colocar dois ou três telemóveis a carregar por ressonância magnética, sem necessidade de carregadores.

Na perspectiva de Nuno Borges Carvalho, deverá ser possível dentro de dois a três anos carregar telemóveis ou MP3 por transmissão de energia sem fios.

Com um pouco mais de tempo, cinco a seis anos, será eventualmente possível concretizar outro cenário em que os norte-americanos estão a pensar: tirar os cabos eléctricos do monitor, do teclado e todos os periféricos do PC, acrescentou.

Outro conceito em que estão a trabalhar universidades norte-americanas seria colocar um satélite fora da atmosfera que colectaria energia solar e a enviaria por transferência "wireless" para uma central em Terra, que depois a distribuiria.

A ideia da transmissão de energia sem contacto vem de finais do século XIX, quando o sérvio Nikola Tesla conseguiu pela primeira vez libertar electrões no ar e enviar energia a alguns metros de distância.

Esse sérvio nascido na Croácia, que emigrou para os Estados Unidos, chegou a pensar que poderia enviar energia para todo o planeta a partir de uma grande torre, mas na altura os poderes económicos e militares estavam mais interessados no envio de informação à distância e sem fios do que no envio de energia.

Curiosamente, é também um jovem físico sérvio da Croácia, Martin Soljacic, que está hoje a dar brado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) com protótipos capazes de enviar energia com algumas dezenas de megahertz de frequência, a distâncias visíveis, de alguns metros, através de grandes bobinas.

"O princípio é o mesmo de Tesla, ou seja, regular a indutância mútua e atingir uma ressonância entre duas partes do circuito", explicou à Lusa o investigador português de origem búlgara Stanimir Valtchev, do departamento de Engenharia Electrotécnica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

As energias de mais alta frequência são mais direccionáveis e com uma antena é possível enviar energia a uma certa distância.

Nos anos 1960, na então União Soviética, foi possível enviar energia de entre 200 e 300 watts, com alta frequência, para um modelo de helicóptero não tripulado a uma distância de 200 metros, recordou este investigador.

Em comparação, um electrodoméstico normalmente exige kilowatts.

"Quando pensamos que vamos enviar energia à distância temos de olhar para as pessoas que vivem no mesmo espaço, já que uma frequência muito elevada aquece todos os materiais orgânicos que têm alguma água", disse Valtchev.

Por outro lado, para baixas frequências é preciso um campo magnético também bastante forte, que todavia perde intensidade com a distância.

"Não se deve prometer grandes coisas, existem possibilidades, mas não assim são tão grandes", advertiu.

No MIT foi já possível acender uma lâmpada de 100 watts a dez metros de distância, mas para enviar a energia necessária são precisos meios bastante volumosos.

O problema é enviar a energia a essa distância com um rendimento razoável, segundo os investigadores.

Para Beatriz Borges, também investigadora do Instituto de Telecomunicações e docente no Instituto Superior Técnico, o problema é que a transmissão de energia sem contacto é ainda pouco eficiente e, por isso, o seu impacto industrial não é muito grande.

 

23.02.2009 - 10h13 Lusa
in publico

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Controlar o computador com os olhos e a cabeça

A história de... Luís Figueiredo, professor e investigador

<input ... >2009-02-17

LUÍS MARTINS

Já venceu dois prémios na área da integração de pessoas com deficiência devido às suas investigações e propostas para programas informáticos. E promete não parar por aqui, porque não faltam ideias.

Uma das suas máximas diz que "a falta de recursos financeiros é uma desculpa para os incompetentes". Por isso, Luís Figueiredo já desistiu de procurar apoios de entidades oficiais para o seu projecto informático. "Não vale a pena perder tempo, prefiro ocupá-lo a fazer o que gosto: desenvolver ideias", assume este professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico da Guarda.

E ideias não lhe faltam. As mais recentes até já lhe valeram dois prémios "Engenheiro Jaime Filipe", facto inédito no historial deste galardão, o mais importante em Portugal na área da integração e reabilitação de pessoas com deficiência.

É disso que se trata quando se fala do 'Magic Key', premiado em 2006, e com o 'Magic Eye', distinguido este ano pelo Instituto da Segurança Social.

O primeiro permite a tetraplégicos usarem um computador, movendo o cursor do rato através de movimentos laterais e subtis da cabeça e a tecla do rato com um piscar do olho.

O segundo é uma aplicação informática com a qual se pode controlar o rato apenas com os olhos, não exigindo que a cabeça esteja imóvel.

Este sistema destina-se a pessoas paralisadas ou a quem tem que ficar imóvel durante um largo período. "O 'Magic Key' mudou a vida dos seus utilizadores - e já há cerca de 50 em todo o país, que podem conversar com os amigos, ler os jornais ou jogar. É como que uma extensão do seu corpo.

Quanto ao 'Magic Eye', "estamos a fazer os primeiros testes, mas permite usar o computador como uma extensão da voz ou dos gestos e até possibilita controlar o ambiente envolvente através de infra-vermelhos, como ligar uma aparelhagem ou a televisão", explica o investigador.

Luís Figueiredo, de 42 anos, adianta que há mais aplicações em estudo, mas esclarece que este não é um bom negócio. "Não produzimos para as massas, o nosso público-alvo é reduzido, pelo que nem vale a pena esperar ter lucros", garante, revelando que uma grande instituição nacional - cujo nome ainda não que revelar - poderá contribuir para fazer baixar os custos. "O ideal era termos apoios públicos para oferecer gratuitamente as duas aplicações a quem precisa, até porque só o 'Magic Eye' custa 1750 euros, sobretudo por causa do hardware", refere.

No entanto, ambas estão oficializadas como ajudas técnicas para pessoas deficientes, pelo que a sua aquisição pode ser comparticipada. Com Luís Figueiredo trabalham dois bolseiros e a sua esposa, professora do Ensino Especial. Os actuais financiadores do projecto são a Fundação Portugal Telecom, o IPG e, pontualmente, a Associação Distrital para a Sociedade da Informação.

in JN 23-02-2009


publicado por FQ às 14:43
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Uma pastilha para apagar as más memórias

Neurologia. Bloqueando receptores de hormonas de 'stress' numa zona do cérebro, cientistas conseguiram interferir com o processo de reconsolidação de uma lembrança assustadora

Cientistas holandeses apagaram memória associada a um medo induzido em voluntários

Há memórias que perseguem algumas pessoas que viveram acontecimentos traumáticos. Por exemplo, um acidente de automóvel, ou uma situação de guerra. E, ao serem evocadas, estas memórias desencadeiam a vivência de medo e de ansiedade que lhes está associada. Uma equipa de cientistas da Universidade de Amsterdão, na Holanda, testou agora com sucesso, ao nível da memória, uma droga normalmente utilizada para controlar a tensão arterial. A equipa admite que no futuro ela possa servir apagar lembranças assustadoras.

O grupo liderado pela investigadora Merel Kindt utilizou um composto chamado propranolol que, aparentemente, bloqueou numa zona do cérebro, chamada amígdala, os receptores das hormonas de stress dos voluntários. Na experiência realizada, estas pessoas eram induzidas a terem medo de aranhas.

"Uma vez estabelecida, uma memória emocional parece ficar para sempre. Do ponto de vista da evolução é extremamente funcional nunca esquecer os acontecimentos mais importantes da vida", escrevem os autores no artigo publicado on line pela Nature Neuroscience.

O problema surge quando as pessoas são sujeitas a um stress extremo, em situações traumáticas, e as memórias se tornam fonte de medo. Até hoje, não há terapias eficazes para lidar com estes casos. "Os tratamentos mais bem sucedidos apenas eliminam as respostas de ansiedade, deixando as memórias assustadoras intactas", sublinha a equipa de Merel Kindt. Por isso, o sucesso da sua abordagem experimental é uma novidade e abre a porta para um futuro tratamento de determinadas perturbações, como o stress pós-traumático.

Quando as memórias emocionais se constituem são sujeitas a um processo de consolidação, que ocorre geralmente durante o sono. Quando reactivadas, elas sofrem no cérebro um processo de reconsolidação. No entanto, estudos recentes com ratos mostraram que afinal as memórias emocionais associadas a medo e ansiedade não eram necessariamente permanentes. Se nesta fase houver uma acção química bloqueadora do processo, a memória assustadora altera-se e a resposta de medo desaparece. A equipa de Merel Kindt concebeu uma experiência com voluntários para testar, pela primeira vez, esta hipóteses nos seres humanos e conseguiu demonstrar que as memórias traumáticas se apagam pelo efeito do propranolol precisamente quando são reactivadas, ou logo seguir.

in DN 17-02-2009


publicado por FQ às 14:40
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Origem multicelular de alga mais antiga do que se pensava

Um grupo de cientistas da Universidade de Arizona analisou a evolução de um grupo de algas verdes microscópicas, chamadas Volvox, para estabelecer os passos fundamentais da formação dos organismos multicelulares deste grupo na Terra. E descobriram que a sua origem multicelular data de há 234 milhões de anos, e não de há apenas 50 ou 75 milhões de anos como se pensava.

Os investigadores, liderados pelo especialista em biologia evolutiva Matthew D. Herron, conseguiram perceber as grandes mudanças operadas por este antigo ser unicelular até que concluiu a formação da primeira forma de vida multicelular deste tipo de algas. De acordo com o estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, a maioria das alterações ocorreu durante uma "explosão" rápida, que teve lugar pouco depois da primeira divergência entre formas de vida uni e multicelulares.

in DN 18-02-2009


publicado por FQ às 14:39
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Imagem revela gotas de água em Marte

NASA. Um grupo de cientistas responsáveis pela missão da 'Phoenix' acredita que a substância encontrada nas pernas da sonda, logo após a aterragem, poderá ser a primeira imagem de água em estado líquido na superfície do Planeta Vermelho

Líquido não estaria congelado por ter sal de perclorato

Uma das missões da sonda Phoenix, que aterrou em Marte a 25 de Maio de 2008, era determinar se o Planeta Vermelho tinha condições para albergar vida. E um dos elementos básicos para que isso aconteça é a existência de água no estado líquido. Água que, ao que parece, estava mais próxima do que se poderia pensar. O problema é que pode ser demasiado salgada para permitir que haja vida.

Um grupo de cientistas da missão da Phoenix, liderados por Nilton Renno da Universidade de Michigan, analisou as imagens enviadas pela sonda logo após a aterragem e descobriu manchas numa das suas pernas. Manchas que, ainda por cima, pareciam aumentar de tamanho à medida que o tempo passava.

Os investigadores acreditam que, apesar das temperaturas negativas na superfície de Marte, as manchas são gotas de água. Esse facto pode ser explicado pela existência de sal de perclorato, que tem propriedades anticongelantes, no solo. As gotas iam aumentando de tamanho à medida que absorviam o vapor de água da própria atmosfera.

O estudo que propõe esta teoria será apresentado em Março na Conferência de Ciências Lunares e Planetárias, que vai decorrer em Houston. Contudo, a revista New Scientist revelou-o ontem na sua página da Internet. "Segundo os meus cálculos, poderá haver água salina em estado líquido logo abaixo da superfície em todo o planeta Marte", disse Renno à revista.

O sal de perclorato, apesar de permitir que a água fique líquida mesmo com temperaturas de menos 70 graus centígrados, torna muito mais difícil a existência de vida.

in: DN 19-02-2009


publicado por FQ às 14:37
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O mamute de Los Angeles

Descoberta. Podia parecer o argumento de uma sequela do filme 'A Idade do Gelo', com o mamute a liderar um tigre dentes de sabre, um leão pré-histórico, mais uns bisontes e um par de linces. Mas não. Desta vez, o que chega da cida- de de Los Angeles é a descoberta de alguns milhares de ossos fossilizados de espécies... da última Idade do Gelo. Um mamute é a estrela da companhia

Apenas os dentes têm três metros de comprimento

No coração de Los Angeles, a cidade californiana dos sonhadores e dos campeões com os olhos postos no futuro, como os nativos se vêem a si próprios, cientistas do George C. Page Museum, o museu de história natural local, desenterraram um verdadeiro tesouro do passado. Trata-se de uma enorme colecção de ossos fossilizados de várias espécies já extintas, entre as quais está a um mamute quase completo, a que os paleontólogos chamaram carinhosamente Zed.

Zed, aquele que "abre uma nova era de investigação e de descoberta", como explicou o curador do museu Page para justificar o nome escolhido, foi encontrado por acaso, há cerca de seis meses, mas o achado só ontem foi publicamente divulgado. Os trabalhadores que estavam a fazer as escavações para a construção de um grande parque de estacionamento tropeçaram literalmente no achado, junto ao La Brea Tar Pits, uma zona paleontologicamente muito rica, onde o próprio museu Page tem feito escavações e diferentes descobertas desde há várias décadas.

Zed, no entanto, é o primeiro mamute a ser encontrado naquela região americana e tem a vantagem de estar quase completo, faltando-lhe apenas uma das pernas traseiras. Mas Zed não estava só. Os investigadores descobriram também fósseis de um felino com dentes de sabre, de um leão americano já extinto, de linces, de coiotes e de bisontes, entre outros, todos da última era glaciar, entre há 40 mil e 10 mil anos.

Os ossos fossilizados, que foram retirados do local em duas dezenas de blocos e acondicionados em grandes caixas de madeira, estão agora a ser retirados das caixas, a ser cuidadosamente limpos da terra que os envolve e recuperados para poderem ser estudados em detalhe.

O trabalho já dura há alguns meses e os cientistas pensam que ele ainda vai continuar pelo menos durante cinco anos até os fósseis ficarem completamente tratados. Mas, do trabalho realizado, os cientistas já conseguiram tirar algumas conclusões. Sobre Zed, por exemplo, os cientistas já sabem que ele tinha mais de 40 anos quando morreu e que viveu entre há 40 mil e 10 mil anos. Impressionante é a dimensão dos seus dentes externos, com cerca de três metros de comprimento.

in:DN 20-02-2009


publicado por FQ às 14:36
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Sonda da NASA vai medir dióxido de carbono na Terra

Estudo. A nave 'Orbiting Carbon Observatory' fará observações com detalhe

Se tudo correr como está previsto, a sonda OCO (Orbiting Carbon Observatory), da NASA , parte para órbita e na próxima terça-feira, 24 de Fevereiro. Missão: mapear com um detalhe sem precedentes o dióxido de carbono (CO2) na atmosfera do planeta.

Com esta sonda, que o centro Jet Propulsion Laboratory da NASA vai acompanhar a par e passo, os cientistas esperam ter dentro de alguns meses uma ideia mais clara das fontes naturais e antropogénicas deste gás com efeito de estufa, bem como dos seus sumidouros. Essa informação será essencial para avaliar com mais precisão o problema das alterações climáticas em curso.

A sonda OCO está equipada com espectrómetros de alta resolução que permitirão fazer o mapeamento global do CO2. A cada 16 dias, os dados transmitidos para a Terra darão origem a um mapa detalhado.

O dióxido de carbono é um dos chamados gases raros da atmosfera terrestre, que é constituída essencialmente por o oxigénio (21 por cento) e por azoto (78 por cento). O CO2 é um dos está contido no um por cento restante. De tal forma, que é medido em partes por milhão (ppm).

Antes da era industrial o dióxido de carbono na atmosfera da Terra era de 280 ppm. Ou seja, em cada milhão de moléculas de ar, apenas 280 eram deste gás com efeito de estufa.

Mas, com as chaminés da civilização a fumegarem com intensidade crescente ao longo do último século, esta concentração aumentou cerca de 38 por cento. Ou seja, das 280 ppm de CO2, em meados do século XIX, passámos para um valor que está hoje em cerca de 380 ppm.

As medições são feitas desde a década de 50 do século passado na encosta do vulcão Mauna Loa, no Havai, e a curva que mostra o aumento do CO2, e que ficou conhecida por curva de Keeling, é uma espécie de ícone da ciência das alterações climáticas.

Com efeito, os climatólogos pensam hoje que este aumento do CO2 é um dos principais causadores das alterações climáticas. Conhecer melhor a sua distribuição na atmosfera é por isso essencial.

in:DN 21-02-2009


publicado por FQ às 14:35
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Trocar experiências pelo mundo fora

Cooperação. Partilhar o conhecimento do mundo desenvolvido com os professores, alunos e população dos países em desenvolvimento é a filosofia da associação Cientistas no Mundo, que foi criada por um grupo de portugueses. Transferência de tecnologia simples e redes de alunos para a ciência estão em andamento

Associação aposta na partilha do conhecimento

Quando foi de férias, em 2004, a Timor-Leste, o físico português Yasser Omar estava longe de imaginar que isso seria decisivo para o nascimento, três anos depois, de uma associação original: a Scientists in the World (SiW). Em português, Cientistas no Mundo, mas o inglês diz logo da sua vocação internacional.

"Em Timor confrontei-me com as histórias das pessoas, com as enormes carências do país, e vim de lá a perguntar-me como é que um teórico como eu podia ajudar", conta o físico, que é professor e investigador do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

A resposta não foi difícil. Durante a licenciatura em Engenharia Física e Tecnológica, no Instituto Superior Técnico (IST), Yasser Omar tinha criado com alguns colegas o Núcleo de Física do Técnico (NFIST), cujo propósito era levar experiências de física interactivas simples às escolas. Chamaram-lhe Circo da Física e, até hoje, a iniciativa continua.

"Lembrei-me que se podia fazer algo desse tipo em Timor", conta Yasser Omar. Contactou o NFIST e, logo em 2005, no Verão, partiram para Díli com a Física Divertida em Timor.

"Correu muito bem. Íamos a cinco escolas, mas durante a semana que durou o projecto fomos a dez escolas de todos os níveis de ensino e os professores pediam-nos que voltássemos".

Quando regressou, Yasser Omar já trazia a ideia de lançar algo mais permanente. "Há um enorme fosso de conhecimento entre o nosso mundo e os países em desenvolvimento, partilhar e democratizar o conhecimento é algo que custa pouco, em comparação com outras coisas, como a construção de infra-estruturas, por exemplo", diz o físico.

Depois de uma pesquisa, descobriu com alguma surpresa que não existia, nem em Portugal, nem noutro país, uma associação dedicada a esta áreas. "Havia coisas na engenharia, mas nada focado no conhecimento científico e na promoção da literacia científica". Criar uma associação que juntasse os dois mundos - o académico e o da cooperação - era o passo natural seguinte. Foi o que Yasser Omar fez com outros colegas.

A SiW nasceu em Setembro de 2007 e, em 2008, com os seus objectivos e linhas de acção delineados, iniciou actividades. Divulgação da ciência, formação de professores, transferência de pequena tecnologia, formação avançada e intercâmbio científico e técnico são as grandes linhas de trabalho da associação. E as coisas já começaram a rolar.

Na transferência de pequenas tecnologias a associação está a apostar no desenvolvimento de uma pequena arca frigorífica solar, cujo primeiro protótipo deverá ficar pronto no fim do ano. Os fornos solares são outra aposta, que foi testada no terreno, em 2008, em Timor e na ilha do Príncipe. João Cardoso, o jovem responsável pela missão a Timor, fala disso com entusiasmo. "Fizemos formação para a utilização e construção de fornos solares e era fantástico ver o brilho nos olhos das pessoas quando percebiam que era possível cozinhar ali e que os fornos eram uma alternativa à lenha".

Para este ano, o projecto central da SiW, além de continuarem os fornos solares -a equipa está agora a produzir um pequeno manual da sua construção e utilização - é o da Rede Escolas Eddington. Com uma turma de alunos de 12 anos, de uma escola em cada um dos países lusófonos, a ideia é criar uma rede através da Internet e durante três anos, mobilizá-los para desafios e novas aprendizagens em física e noutras ciências. O ponto de partida são as medições que Charles Eddington fez na ilha do Príncipe há 90 anos, que comprovaram a teoria de Einstein, e entusiasmar os jovens.

in: DN 21-02-2009


publicado por FQ às 14:34
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Galáxia pode ter biliões de planetas Terra

Alan Boss, investigador do Instituto de Ciência de Carnegie, avançou a hipótese de existirem planetas como o nosso espalhados pela galáxia durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência realizado em Chicago.

Durante o seu discurso, Alan Boss revelou que os telescópios detectaram até ao momento cerca de 300 planetas fora do sistema solar. A maioria são formados por gás como Júpiter, poucos são os que conseguiriam suportar vida.

Em declarações à BBC o investigador afirmou "não só são provavelmente habitáveis como poderão a vir ser habitados", avançando que o processo de habitação poderá ser iniciado com formas de vida que povoaram a Terra há cerca de três ou quatro biliões de anos atrás - bactérias.

Uma investigação realizada pela Universidade de Edimburgo tentou quantificar o número de civilizações "lá fora" e as conclusões apontam para alguns milhares daquele género.
in: tvnet

publicado por FQ às 14:30
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Vento solar terá 'roubado' água a Vénus

Astronomia. A medição concreta da perda de núcleos de hidrogénio na atmosfera de Vénus contribui agora para a criação de um modelo teórico que explique a perda da água que se julga ter existido, em abundância, no segundo planeta do sistema solar

Hipótese sugerida pela equipa do Venus Express

A equipa de cientistas ligada ao projecto Venus Express da ESA (Agência Espacial Europeia), detectou sinais de perda de massa atmosférica no planeta Vénus. Esta descoberta, que se junta a uma outra, já com alguns meses, que apontara a face "nocturna" do planeta como zona na qual estas perdas seriam prováveis, contribuirá para a construção de um modelo que explique como o planeta possa ter perdido a água que em tempos se crê que ali tenha existido.

Um instrumento a bordo da sonda, que se encontra na órbita de Vénus, mediu sinais concretos de perda de hidrogénio. Um comunicado da ESA explica que a órbita da Venus Express está esrategicamente colocada para acompanhar este processo. Madga Delva, que chefia a equipa de investigadores, reconhece que há muito se julgava que o que agora se mediu acontecesse na atmosfera de Vénus. Só agora, contudo, há prova científica de que o modelo corresponde à realidade, tendo a ESA divulgado perdas de núcleos de hidrogénio (elemento constituinte das moléculas de água) na ordem dos 2 x 1024 por segundo.

Esta medição, que revela muito sobre a relação da atmosfera do planeta com o vento solar, permite agora uma reflexão mais aprofundada sobre o destino da água que se julga ter existido, em abundância, em Vénus. Essa hipótese é justificada pelo facto de Vénus ter dimensões muito parecidas com as da Terra, e por terem sido formados ao mesmo tempo. A história, bem diferente, dos dois planetas, explica as diferenças que hoje apresentam, mostrando Vénus uma quantidade total de água 100 mil vezes inferior à da Terra.

O Sol emite constantemente para o espaço uma corrente de partículas electricamente carregadas. Este "vento solar" corre o sistema solar, "soprando" sobre cada planeta que encontra pelo caminho. Vénus, ao contrário da Terra, não tem um campo magnético suficientemente forte para deflectir este "vento", pelo que as partículas emitidas pelo Sol, ao passar pelo planeta, arrastam consigo material da atmosfera para o espaço.

As observações agora feitas permitem concluir que há perda de hidrogénio para o espaço. A grande questão por responder, para já, relaciona-se sobretudo com a certeza de que há água nestas perdas, para tal sendo necessário detectar átomos de oxigénio entre o material "varrido" pelo vento solar. Só depois se poderá inferir sobre qual a ordem de valores da quantidade de água que, ao longo de milhões de anos, através deste modelo, terá sido eventualmente perdida por Vénus.

in: DN


publicado por FQ às 11:28
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Alga nacional pode ser combustível

Investigação. Equipa da Universidade de Coimbra descobriu microalga com elevada capacidade de produção de biodiesel. Meta é produzir 90 toneladas anuais de óleo por hectare. Projecto precisa de 300 mil euros para vingar, mas promete

Teste laboratorial prevê uma produção rentável

O que têm as algas a ver com automóveis? Se a investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra continuar a ser bem-sucedida, em poucos anos os carros poderão ser movidos a biodiesel produzido a partir de algas made in Portugal.

As perspectivas são animadoras, agora que uma equipa de investigadores coordenada por Lília Santos identificou seis microalgas com elevada capacidade para produzir biodiesel. A grande esperança é depositada numa estirpe em particular, agora seleccionada, que nunca foi testada noutros países - razão pela qual o seu nome é ainda mantido em segredo - e que revela uma "promissora capacidade de produção", disse ao DN a coordenadora da Algoteca daquela universidade.

A questão central da investigação sobre as microalgas e a sua utilização como combustível está precisamente em saber até que ponto podem estas culturas ser economicamente rentáveis, se exploradas à escala industrial. Ora essa é a convicção dos investigadores de Coimbra. "Para esta cultura ser economicamente rentável, temos de conseguir obter um litro de cultura por dia por cada grama de biomassa seca, o que já foi conseguido à escala laboratorial", explicou Lília Santos. Os cientistas recorreram a um bio-reactor, equipamento que desenvolveram para fornecer as condições óptimas ao rápido crescimento das microalgas.

Por isso, a expectativa da equipa é a de obter uma produção anual na ordem das 90 toneladas de óleo por hectare. Para se ter uma ideia das vantagens comparativas desta cultura basta dizer que "aquele valor equivale a dez vezes mais o obtido pelas oleaginosas terrestres tradicionais para o mesmo hectare", lembra a investigadora. E sem os efeitos adversos das outras oleaginosas ao nível ambiental, por efeito da ocupação de extensas áreas de terrenos com vocação agrícola.

Entre os benefícios está ainda a capacidade de estas culturas de algas serem alimentadas com o dióxido de carbono emitido pelas unidades industriais próximas, o que significa que "permite retirar o dióxido de carbono da atmosfera, tendo um efeito benéfico sobre a qualidade do ar", sublinha aquela responsável. Por outro lado, não é necessário ocupar solos agrícolas. As culturas podem ser desenvolvidas em tanques, em ambiente fechado, o que permite um maior controlo das condições que podem afectar o crescimento das algas.

Mas não se esgotam aqui as potencialidades do cultivo de microalgas. A biomassa, em que se podem encontrar pigmentos, proteínas, açúcares, etc., pode ter utilizações nas indústrias farmacêutica ou cosmética, na alimentação animal e em fertilizantes de solos. A equipa de Coimbra espera um financiamento de 300 a 400 mil euros, a que concorreu, para desenvolver a instalação piloto, passando do bio-reactor para um espaço de um metro cúbico ao longo dos próximos três anos . Só então se avançará para superfícies maiores. Pode ter chegado a era do ouro verde.

in: DN


publicado por FQ às 11:23
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Um salto para levantar voo

Investigação. Os pterossauros, que podiam pesar até 230 quilos, usavam as quatro patas para criar o impulso necessário para descolar. Segundo um novo estudo, não precisavam de uma falésia nem de uma colina para começar a voar

Estes lagartos voadores extinguiram-se há 65 milhões de anos

Como é que o pterossauro, que podia pesar 230 quilos, conseguia levantar voo? Até agora, os paleontólogos acreditavam que este lagarto voador funcionava como uma asa delta, necessitando por isso de uma colina inclinada ou de uma falésia para descolar. Mas um novo estudo, publicado na revista alemã Zitteliana, diz que este animal extinto há 65 milhões de anos usava as quatro patas para saltar, antes de começar a bater as asas e a voar.

"Usando as quatro patas, é preciso menos de um segundo para levantar voo do chão plano, sem vento nem falésias. Isso era uma boa coisa para se fazer se vivêssemos no Cretáceo e houvesse vários tiranossauros esfomeados à nossa volta", disse em comunicado o autor do estudo, Michael Habib, da Universidade Johns Hopkins.

Alguns estudos já tinham demonstrado que o pterossauro caminhava nas quatro patas, dobrando as asas e apoiando-se nos "cotovelos". Habib analisou vários fósseis e chegou à conclusão de que este lagarto voador tinha "braços" mais fortes que as "pernas", ao contrário das aves (que usam as patas traseiras para se impulsionarem para o voo). "Todos nós já vimos um pássaro a levantar voo, e isso é-nos familiar. Mas, com os pterossauros, o que é familiar não é relevante", indicou. Estes preferiam saltar como um sapo, apoiando-se nas patas dianteiras, ganhando assim impulso para bater as asas e voar.

A investigação de Habib partiu da análise computacional de imagens de 20 espécies de aves, que permitiram calcular a força dos ossos e compará-la a três espécies de pterossauros. Com cálculos matemáticos, o cientista tentou procurar um modelo que explicasse o voo usando apenas as patas traseiras e não conseguiu encontrar um. Percebendo que este tinha os "braços" mais fortes que as "pernas", concluiu que devia usar as quatro patas.

"A ideia de que os pterossauros estavam dependentes do tempo ou da topografia do terreno para levantar voo e que não eram bons a bater as asas simplesmente não faz sentido. Desde logo porque os fósseis dos maiores pterossauros encontram-se muitas vezes a grande distância das falésias mais próximas", afirmou Mark Witton, paleontólogo da Universidade de Portsmouth, à estação de televisão norte-americana MSNBC.

"Esta estratégia de lançamento pode, em parte, explicar como é que os pterossauros puderam ficar tão estupidamente grandes, enquanto as aves continuaram pequenas", explicou Witton. "Se uma criatura levanta voo como uma ave, deveria apenas crescer até ser tão grande como a maior das aves", lembrou o autor do estudo, Michael Habib, da Universidade Johns Hopkins.

in:DN 08-01-2009


publicado por FQ às 11:21
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Elixir do amor pode passar de mito a realidade

Bioquímica. Neurocientistas estudaram os mecanismos genéticos e bioquímicos do amor e da atracção sexual e estão mais perto de um elixir. A chave da equação do amor é a hormona oxitocina combinada com a dopamina. Mas também há genes que dificultam a vida amorosa em casal

Oxitocina é a hormona responsável pela atracção sexual

Neurocientistas norte-americanos que estudam a bioquímica dos processos amorosos publicam na edição desta semana da revista Nature um estudo que pode abrir caminho ao de-senvolvimento de fármacos para aumentar ou diminuir atracção sexual.

Não se trata de uma investigação poética, nem particularmente romântica, como advertem os editores da revista, já que se trata de dissecar emoções em cadeias de processos bioquímicos.

"A análise dos mecanismos cerebrais ajudou no passado a desenvolver terapias farmacológicas contra a ansiedade, as fobias ou as desordens pós-traumáticas. Agora ajudam a esclarecer o que é o amor", diz Larry Young, principal autor do estudo.

Os investigadores envolvidos no estudo em apreço comprovaram que a ligação entre uma ovelha e o seu cordeiro ou entre um macaco e a sua cria é a mesma que existe nos seres humanos e resulta basicamente de uma descarga de oxitocina (uma hormona), refere este neurocientista do Centro de Investigações sobre Primatas de Yerkes, em Atlanta (Geórgia), nos Estados Unidos.

Esta hormona favorece os comportamentos maternais, já que ao ser injectada numa ovelha leva-a a ligar-se imediatamente a uma cria, mesmo que não seja sua, e o mesmo se passa com os ratos fêmeas, que se ligam rapidamente ao macho mais próximo quando recebem a dose adequada.

A hormona oxitocina precisa, no entanto, de outro neurotransmissor, a dopamina, da qual resulta a recompensa e a motivação de determinado comportamento. Esta hormona pode ser potenciada com o consumo de substâncias como a cocaína, a heroína ou a nicotina, favorecendo, por outro lado, a euforia e a habituação a um produto.

Os cientistas observaram que algumas regiões do cérebro relacionadas com a dopamina se activam quando uma mãe vê fotos de um filho ou alguém vê a imagem do namorado.

Na perspectiva de Larry Young, "talvez este vínculo com o parceiro tenha origem numa ligação maternal subjacente no cérebro e seja por isso que os peitos sejam um estímulo erótico para os varões, do mesmo modo que estimular a nuca ou os mamilos durante o acto sexual faz disparar a oxitocina e consolida o laço emocional na parte feminina".

Para os homens há outros caminhos neuroquímicos, sendo que a hormona vasopressina potencia nos ratos a união ao par, a agressão aos rivais e os instintos paternais.

Os cientistas comprovaram também que uma mutação do gene AVPRI 1A, receptor desta hormona, faz variar a qualidade das relações amorosas.

Segundo as conclusões do estudo, os homens portadores de uma variante daquele gene têm o dobro das probabilidades de ficar solteiros e, quando se casam, de terem rapidamente uma crise conjugal. Uma prova no sentido de que nem tudo é do foro psicológico ou relacionado com a experiência afectiva e as marcas da infância.

Por ajudar a compreender os mecanismos bioquímicos e genéticos do amor, este trabalho agora divulgado abre a possibilidade de se desenvolverem medicamentos capazes de provocar sentimentos de amor ou desamor, tornando menos fictício o conceito de um "elixir do amor", pronto a desatar paixões em corações empedernidos. LUSA


publicado por FQ às 11:19
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O mapa mais detalhado da superfície lunar

Descoberta. Satélite japonês permitiu observar a imagem mais pormenorizada de sempre da Lua. Visto a apenas 15 quilómetros de distância, a superfície lunar revela que só existe água nas camadas mais profundas, um passo que pode ajudar a encontrar este líquido noutros planetas Mais uma face da Lua que é desvendada. Uma equipa internacional elaborou um novo mapa do satélite natural da Terra, que mostra com grande proximidade a sua superfície, revela segredos do seu interior e pode ajudar a perceber se existe água em Marte. Para já, vai servir essencialmente para guiar os futuros veículos de exploração lunar que percorram a superfície lunar.

O novo mapa que mostra a superfície da Lua a 15 quilómetros de distância resulta de um instrumento de altímetro por laser (LALT), que se encontra instalado no satélite japonês Selene (a sigla inglesa para Explorador Selenológico e de Engenharia), segundo avançou a revista Science.

"A superfície pode mostrar-nos muito do que ocorre no interior da Lua, mas até agora os mapas eram muito limitados", explica C. K. Shum, professor de Ciências Terrestres na Universidade de Ohio e membro da equipa internacional que publicou o mapa. Assim, com uma resolução sem precedentes, que mostra o relevo da Lua a 15 quilómetros de distância, os investigadores conseguiram concluir que quase não existe água no satélite natural da Terra. Descoberta explicada por Shum: "Com este novo mapa de alta resolução podemos confirmar que há muito pouca água na Lua, incluindo no seu interior mais profundo."

Uma informação que pode, segundo o mesmo investigador, ser usada para procurar água noutros planetas, como Marte. O estudo liderado pelo investigador Hiroshi Araki, do Observatório Astronómico Nacional do Japão, usa a rugosidade da superfície lunar para calcular a rigidez da crosta, determinando assim a presença ou ausência de água.

Para existir água debaixo da superfície da Lua a crosta teria de ser um pouco mais flexível, o que não se verifica. Assim se justifica que só exista água nas profundezas da Lua.

Se compararmos, a superfície da Terra é mais flexível e movimenta-se de acordo com o fluxo da água que existe em cima e debaixo da superfície. Já no caso de Marte, a rugosidade da camada superior está entre a da Lua e a da Terra. Um facto que pode levar à conclusão de que existiu água, mas que agora já está demasiado seco.

Este é o mapa mais detalhado da Lua, mostrando-a de pólo a pólo, com medições pormenorizadas da sua topografia. O ponto mais alto, situado no extremo da bacia Dririchlet-Jackson próximo do Equador, tem 11 quilómetros, enquanto o ponto mais baixo, no fundo da cratera Antoniadi próximo do pólo sul, tem uma profundidade de nove quilómetros.

Por agora, o mapa vai ser útil principalmente como guia para os futuros veículos de exploração lunar. Estes vão percorrer a superfície do satélite em busca de recursos geológicos.

O mapa LALT é o mapa da Lua mais detalhado até ao momento. Mas as representações da superfície lunar começaram a ser feitas já noutras ocasiões. Na década de 1970, as três últimas missões Apollo realizaram mapas do satélite terrestre. Mais tarde, em 1994 , a missão Clementine focou algumas áreas com uma resolução de 20 a 60 quilómetros de distância, mas não cobriu a totalidade da superfície lunar.

in: DN 16-02-2009


publicado por FQ às 11:15
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