Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Asteróide passa perto da Terra

Astronomia

 

 


 

 

Um pequeno asteróide passou ontem de “raspão” à Terra, de acordo com o Minor Planet Center (MPC) da União Internacional da Astonomia. O pequeno objecto passou a apenas 72 mil quilómetros da Terra, que representa um quinto da distância entre a Terra e a Lua e o dobro da distância da maioria de satélites de comunicações, segundo o site Sky and Telescope.

Esta pequena ameaça celeste, designada de 2009 DD45 - que se julga ter cerca de 30 metros - passou ontem por volta das 13h00 muito perto do nosso planeta.

O objecto foi detectado pela primeira vez no sábado por uma equipa de investigadores australianos e mais tarde confirmado pela MPC.

O mais recente objecto que se tinha avistado passar tão perto da Terra foi o 2004 FU162, um asteróide de seis metros que passou a mais de 6 mil quilómetros no nosso planeta, em Março de 2004.

Nos tempos recentes apenas um asteróide de dimensões semelhantes ao 2009 DD45 colidiu com a Terra. Há cem anos, a 30 de Julho de 1908, o Tunguska atingiu a terra na zona da Sibéria libertando força equivalente a 85 bombas como a de Hiroshima e derrubando 80 milhões de árvores.

 

In: público

03.03.2009 - 16h57 Rafael Pereira

Parece muito longe mas não é. O pequeno asteróide 2009 DD45, de 30 metros de comprimento, passou na terça-feira (3 de Março) apenas a 72 mil quilómetros da superfície da Terra, uma distância cinco vezes mais pequena que aquela que separa o nosso planeta da Lua.

Em termos astronómicos, 72 mil quilómetros é uma distância irrisória. O astro, do tamanho de um prédio de habitação com 10 andares, foi detectado no sábado (28 de Fevereiro) por uma equipa de astrónomos australianos do programa de detecção Siding Spring Survey. Caso embatesse na superfície da Terra ou próximo dela, teria provocado estragos semelhantes ao asteróide de Tunguska, na Sibéria, em 1908.

Este asteróide, que explodiu no ar sobre o rio Tunguska, destruiu há cem anos uma área de floresta com 2 000 quilómetros quadrados (metade da área do Algarve), queimando ou derrubando 80 milhões de árvores.

Se o impacto tivesse ocorrido numa zona urbana densamente povoada o número de vítimas seria incalculável, já que a força libertada pela explosão na Sibéria equivalia a 85 bombas atómicas como a de Hiroshima, cidade japonesa onde morreram 80 mil pessoas e 69% dos edifícios ficaram completamente destruídos no final da II Guerra Mundial, em 1945.

Em Fevereiro, um grupo de trabalho das Nações Unidas nesta área (que na língua inglesa é conhecida pelo acrónimo NEO - Near-Earth Objects) reuniu-se para definir regras e procedimentos a nível internacional para lidar no futuro com este género de fenómenos potencialmente catastróficos.

Richard Crowther, chefe deste grupo de cientistas, afirmou à BBC que a passagem à tangente de objectos como o 2009 DD45 "demonstra a necessidade de a comunidade internacional criar meios que possam mitigar o eventual impacto deste tipo de ameaças".

Entretanto, a Agência Espacial Europeia (ESA), organização a que Portugal pertence, tem estado a preparar uma nova missão destinada a recolher material da superfície de um asteróide com menos de um quilómetro de comprimento que tenha uma órbita próxima da Terra. O asteróide ainda não foi escolhido.

A missão, conhecida por Marco Pólo, envolve o lançamento de uma nave em 2017 e destina-se a desvendar como se formou o Sistema Solar e de que modo evoluíram planetas como a Terra.

Os asteróides, que estão principalmente concentrados entre Marte de Júpiter (na Cintura de Asteróides), são os restos rochosos que sobraram depois da formação do Sistema Solar, há 4,6 mil milhões de anos. Tudo indica que os planetas se formaram a partir da colisão sucessiva destes pequenos astros, como as peças de um puzzle.

 

in: expresso

04-03


publicado por FQ às 20:49
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