Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

O mapa mais detalhado da superfície lunar

Descoberta. Satélite japonês permitiu observar a imagem mais pormenorizada de sempre da Lua. Visto a apenas 15 quilómetros de distância, a superfície lunar revela que só existe água nas camadas mais profundas, um passo que pode ajudar a encontrar este líquido noutros planetas Mais uma face da Lua que é desvendada. Uma equipa internacional elaborou um novo mapa do satélite natural da Terra, que mostra com grande proximidade a sua superfície, revela segredos do seu interior e pode ajudar a perceber se existe água em Marte. Para já, vai servir essencialmente para guiar os futuros veículos de exploração lunar que percorram a superfície lunar.

O novo mapa que mostra a superfície da Lua a 15 quilómetros de distância resulta de um instrumento de altímetro por laser (LALT), que se encontra instalado no satélite japonês Selene (a sigla inglesa para Explorador Selenológico e de Engenharia), segundo avançou a revista Science.

"A superfície pode mostrar-nos muito do que ocorre no interior da Lua, mas até agora os mapas eram muito limitados", explica C. K. Shum, professor de Ciências Terrestres na Universidade de Ohio e membro da equipa internacional que publicou o mapa. Assim, com uma resolução sem precedentes, que mostra o relevo da Lua a 15 quilómetros de distância, os investigadores conseguiram concluir que quase não existe água no satélite natural da Terra. Descoberta explicada por Shum: "Com este novo mapa de alta resolução podemos confirmar que há muito pouca água na Lua, incluindo no seu interior mais profundo."

Uma informação que pode, segundo o mesmo investigador, ser usada para procurar água noutros planetas, como Marte. O estudo liderado pelo investigador Hiroshi Araki, do Observatório Astronómico Nacional do Japão, usa a rugosidade da superfície lunar para calcular a rigidez da crosta, determinando assim a presença ou ausência de água.

Para existir água debaixo da superfície da Lua a crosta teria de ser um pouco mais flexível, o que não se verifica. Assim se justifica que só exista água nas profundezas da Lua.

Se compararmos, a superfície da Terra é mais flexível e movimenta-se de acordo com o fluxo da água que existe em cima e debaixo da superfície. Já no caso de Marte, a rugosidade da camada superior está entre a da Lua e a da Terra. Um facto que pode levar à conclusão de que existiu água, mas que agora já está demasiado seco.

Este é o mapa mais detalhado da Lua, mostrando-a de pólo a pólo, com medições pormenorizadas da sua topografia. O ponto mais alto, situado no extremo da bacia Dririchlet-Jackson próximo do Equador, tem 11 quilómetros, enquanto o ponto mais baixo, no fundo da cratera Antoniadi próximo do pólo sul, tem uma profundidade de nove quilómetros.

Por agora, o mapa vai ser útil principalmente como guia para os futuros veículos de exploração lunar. Estes vão percorrer a superfície do satélite em busca de recursos geológicos.

O mapa LALT é o mapa da Lua mais detalhado até ao momento. Mas as representações da superfície lunar começaram a ser feitas já noutras ocasiões. Na década de 1970, as três últimas missões Apollo realizaram mapas do satélite terrestre. Mais tarde, em 1994 , a missão Clementine focou algumas áreas com uma resolução de 20 a 60 quilómetros de distância, mas não cobriu a totalidade da superfície lunar.

in: DN 16-02-2009


publicado por FQ às 11:15
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